domingo, 4 de dezembro de 2016

Que retrospectiva maravilhosa!

Eu tô é muito admirada que já é dezembro de novo e eu ainda tô na mesma bosta chamada depressão. Eu parei com os remédios há cerca de uns oito meses, mas faço sessão de psicanálise toda semana.
Estava olhando minhas postagens antigas e há um ano atrás eu me sentia exatamente como agora: querendo morrer, achando tudo uma bosta gigante. Me achando uma bosta gigante. Tive uns picos de felicidade, mas mesmo nesses momentos eu ria nervoso, pq sabia que a depressão tava ali na esquina escura me esperando e chegar ali era o único caminho.
Eu tentei, juro que tentei. Fiz terapia, que é um saco, mas fiz e continuo fazendo. Mudei umas coisas na minha vida que eu achei que tavam me fazendo mal. E agora termino o ano me sentindo pior que comecei. Odiei que essa emoção de final de ano de relembrar o decorrer dele bateu em mim. Pq francamente, foi bosta.

Eu não espero nada da vida, até pq sei bem que eu sou responsável pela minha, exceto pelas coisas que não tenho controle. Sei que sou uma pessoa privilegiada em alguns aspectos e isso tudo só faz eu me sentir mais bosta ainda pq eu nem tenho pq estar assim.
Odeio muita essa pessoa que me tornei. Uma pessoa depressiva, passiva, quase invisível. Sinto saudade da pessoa divertida e legal que eu costumava ser e que hoje em dia só consigo ser qdo estou bêbada ou fingindo. E eu devo finjo bem pq a maioria das pessoas que convivem comigo, não sabem que tenho depressão.
Vejo minha juventude passando e estou cada vez mais centrada na minha dor e o pior de tudo é que eu nem considero essa dor legítima. Viver é uma droga.

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