domingo, 12 de junho de 2016

Funk: conhecer para valorizar

Reuni alguns textos e vídeos para que possamos conhecer melhor o funk e olharmos para esse gênero musical sem preconceitos. Vem comigo? =D
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"Uma breve análise de sua curta existência no Brasil mostra dois aspectos importantes. Primeiro, o funk evidencia como a juventude negra e favelada reinventa-se criativamente com os escassos recursos disponíveis, subvertendo, muitas vezes, as representações que insistem em situá-la como baixa e perigosa. Além disso, a crítica ao funk escancara a maneira pela qual a sociedade brasileira renova seu racismo e preconceito de classe camuflados pelo retórica ocidental do 'bom gosto estético.'”  
Cidade do Funk: expressões da diáspora negra nas favelas cariocas: http://goo.gl/aLNJSW
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"As manifestações culturais afrobrasileiras na nossa história sempre receberam um olhar criminalizante, como já foi com a capoeira e com o samba”, lembra Vera Malaguti Batista, professora de criminologia da UERJ e secretária geral do Instituto Carioca de Criminologia. “Já é tradição olhar as expressões culturais dos pobres, principalmente dos afrobrasileiros, com esse olhar." 
Sem crítica social, funk de ostentação cai no gosto da classe média: http://goo.gl/OvyhQ2
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"Sob a bandeira da rejeição à precariedade musical de alguns funks, esconde-se a recusa em encarar e compreender as camadas sociais que os produzem."  
A luta do funk contra o preconceito: http://goo.gl/68ETK0
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"Um olhar desatento à variedade que caracteriza o funk pode gerar a falsa impressão da exclusividade de letras de cunho erótico. O que não passa de um posicionamento reducionista." 
O funk 
na escola: uma proposta livre de preconceitos para analisar 
e vivenciar suas diversas narrativas e modos de dança. http://goo.gl/fzfh5J
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"[...] o surgimento do funk ostentação coincide com um aumento do acesso ao crédito pelas camadas populares brasileiras. Bens materiais antes exclusivos das classes mais abastadas passam a fazer parte do imaginário de periferia. A exibição de carros de luxo, objetos em ouro, roupas e outros pode ser considerada uma metáfora da ascensão social e de um prestígio que extrapola os limites do subúrbio.
Diferentemente de outros subgêneros do funk, que por vezes tratam de temas cotidianos da periferia, esta vertente não versa sobre violência e tráfico de drogas, por exemplo. Isso o torna de mais fácil aceitação, do ponto de vista mercadológico. Assim, o funk ostentação, encampado pelas grandes gravadoras, ganha espaço nos meios de comunicação de massa, onde o sucesso de seus intérpretes é apresentado como fonte de inspiração para os jovens que cresceram em circunstâncias semelhantes." 
Funk ostentação:consumo e identidade dos jovens da periferia. http://goo.gl/lyd75Q
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Funk como movimento cultural e social: http://www.erh2014.pr.anpuh.org/anais/2014/365.pdf
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Projeto de Lei nº4124, de 2008. Define o funk como forma de manifestação cultural e dá outras providências: http://goo.gl/VEHtP2 (esse PL traz uma contextualização histórico-social do funk, é bem interessante).
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"Na música, tudo é definido mais ou menos como artístico e as diferenciações se relacionam mais com questões de classe social do que com características do próprio objeto. Embora a ideia da música artística tenha se estendido bastante ao longo do século XX, os velhos conteúdos de classe se revestiram com algumas noções vagas de complexidade como valor." Funk carioca para pessoas com gosto refinado: critérios de avaliação e hibridismos em torno do gênero musical no youtube: http://goo.gl/QHMBMI
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Uns funks bacanosos:
https://www.youtube.com/watch?v=pbo66RaCjCg
https://www.youtube.com/watch?v=Hfkkeo-Vmc8
https://www.youtube.com/watch?v=mDhR8ZLjhB8
https://www.youtube.com/watch?v=qr7cg_1U_10
https://www.youtube.com/watch?v=t9JG1Ckwy5s
https://www.youtube.com/watch?v=W5FO0buG_eo
https://www.youtube.com/watch?v=6gqH9OIm05E
https://www.youtube.com/watch?v=k3Xd-DjG_Bk
https://www.youtube.com/watch?v=jgsel3FZ0v0
https://www.youtube.com/watch?v=QvdrLD1RbTI

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