sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Amarelinho, o gato diabético.

Eu sou o Amarelinho, um leão guerreiro de 5 anos de idade. Há 4 meses atrás fui mordido por cães, e fiquei muito mal, com paralisia nos membros traseiros, feridas grandes e abertas que não saravam. Passei quase duas semanas sem conseguir andar, me arrastando pela casa, foi um período difícil, mas depois de muita luta, muito carinho e remédios, voltei a andar e as feridas começaram a cicatrizar.

Mas algo ainda não estava bem, comecei a passar mal: comia pouco, tomava muita água e não tinha vontade de fazer nada, só ficava deitado quietinho. Minha mamain me deu vitaminas, mas não melhorei, então ela me levou à veterinária e fui diagnosticado com diabetes (tava em mais de 400), estou com cristais na bexiga, rim aumentado, fígado esbranquiçado, anemia e desidratação, tudo isso por conta da diabetes. Num primeiro momento eu corria risco de não sobreviver e aí entendi também porque as feridas que eu tinha demoraram tanto para cicatrizar (complicações da diabetes). Ainda estou internado, mas logo vou ganhar alta, voltar para minha casa e minha mãe vai continuar cuidando de mim e me dando amor e carinho.

Agora a minha mãe é que está em apuros, tudo isso fez um rombo nas despesas dela e ela precisa de ajuda para pagar os remédios (vou tomar insulina duas vezes por dia), a clínica veterinária e a ração especial, que custa R$50,00 o kg.
Nos ajudem, abiguinhas e abiguinhos! 
Pode ajudar pela vaquinha, pode depositar direto na conta bancária, qualquer quantia é bem vinda. Gratidão! 

Caixa Econômica.
Agência: 0411
Operação: 001
Conta: 54110
Dígito Verificador: 1

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Análise pessoal sobre monogamia e não-monogamia

Acordei e li dois textos que contemplam parte do que tenho pensado sobre não-monogamia. http://goo.gl/5kfNZP e http://goo.gl/JB0N8O
Por muito tempo achei lindo, afinal "amor/relações livres" são ótimos termos, que ser humano não pensa na tão sonhada liberdade?

Eu vivi monogamia, relações livres e poliamor e me sinto pronta para olhar esses tipos de relações de forma crítica. Falo de uma perspectiva hetero pq foram as minhas vivências mais duradouras (e sim, tô problematizando isso internamente). Na monogamia a mulher é propriedade do cara, talvez hoje em dia isso seja mais sutil em alguns casos, mas não esqueço que em pleno 2007 (acho) eu estava casando e adotando o sobrenome do meu então esposo. E lembro também como eu era mais respeitada socialmente por ter um marido, um dono.

Quando problematizei a monogamia, vi que isso não era pra mim, eu me sentia livre e não queria ser propriedade de qualquer macho, por mais que o amasse. Comecei a conhecer o poliamor e especialmente as relações livres e essas teorias me fascinaram. A prática nem tanto. Eu era vista como a mina que tava ali sempre disponível pra uma trepada. Isso me relacionando com caras "de esquerda", conhecedores do feminismo e tals. Da parte deles, não havia um interesse real em mim, em compartilhar vivências e sentimentos, era apenas objetificação mascarada de um "gosto muito de você" ou "te amo" ditos esporadicamente para a coisa toda (objetificação) não parecer tão óbvia.

Aí juntei tudo e a conclusão é um tanto triste: não existe relação heterossexual em nível de igualdade porque relações não existem no vácuo, precisamos considerar o contexto em que vivemos e esse contexto é: nossa sociedade é desigual, misógina. Tanto na monogamia quanto na não-monogamia os caras sempre saem ganhando e as minas sempre saem perdendo. Como sempre digo: o patriarcado não é um jogo feito para nós mulheres ganharmos.


Adendo (pq achei que minha análise ficou muito rasa):
Os homens exploram as mulheres com quem se relacionam: de forma emocional (de diversas maneiras eles conseguem manter sua autoestima sempre alta ao se relacionarem com mulheres e minam a nossa autoestima); de forma sexual (estupro marital é o que mais acontece. Todas as mulheres com quem já conversei sobre o assunto afirmam que já "transaram" com seus parceiros sem estarem com vontade); e exploram também os serviços domésticos e em muitos casos o serviço de babá. Essas coisas todas acontecem em diferentes níveis, dependendo do cara, mas duvido muito que algum cara não tenha explorado ao menos uma mulher das quais já se relacionou. Isso porque não estou falando da opressão, que é tão sistemática e enraizada que a gente não percebe nos níveis "mais sutis", nasceu do sexo masculino é socializado como homem e masculinidade é sinônimo de violência e superioridade.
Em uma sociedade patriarcal, qualquer tipo de relação amorosa-sexual vai ter exploração e opressão dos homens sobre as mulheres.

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