terça-feira, 28 de maio de 2013

Hair Pink


A vontade de ter o cabelo pink é bem antiga... de quando eu tinha uns 16 anos... eu vi alguma coisa sobre a Pink em uma revista e achei ela muito bacana e o cabelo dela lindo demais...

Pink sendo fodona!


 ...Mas naquela época eu não poderia fazer, meus pais me matariam. 

Faz tempo que sou independente e tal... mas achava que já tinha passado da idade de fazer coisas desse tipo e eu nem gostava mais tanto assim de rosa.
Aí entrei num fase de revolta (adolescência tardia ou síndrome de Peter Pan, como quiserem) e pensei: foda-se, vou pintar meu cabelo e pronto!
E pintei. Na verdade meu cabelo rosa significa muita coisa, mas posso resumir todas elas num foda-se, mesmo! 

Pipoca, a minha bb.


O mais interessante de ter cabelo colorido é como isso chama a atenção das pessoas: todos (adultos- homens, mulheres e crianças me olham). É um olhar de surpresa, as vezes de admiração e por aí vai. E é engraçado como as pessoas gostam de opinar sobre meu cabelo (sem eu pedir, lógico). Geralmente ouço elogios.
O que me deixa intrigada é quando me falam:

 "nossa, você é corajosa em pintar o cabelo de uma cor assim". Gente, é só um cabelo!

"Só uma pessoa de atitude pra ter o cabelo colorido". Confesso que nunca entendi essa coisa de ter atitude. É de comer? Alguém me explica, por favor?!

"Você curte metal?" Essa foi a mais engraçada. Não, eu não curto metal e também é meio óbvio que não sou uma patricinha. Essa é uma boa hora pra perceber que rótulos ficam bacanas em frascos de maionese e não em pessoas. ;)

"Vai ficar com o cabelo assim por quanto tempo?"
Sei lá... um dia de cada vez, sempre!


Um beijo pra quem gostou do meu cabelo. Dois pra quem não curtiu.

domingo, 5 de maio de 2013

Existe escape do falocentrismo dos filmes?

Sempre gostei muito de assistir filmes e de uns tempos pra cá comecei a perceber um "detalhe" bem grande na maioria dos filmes: a passividade feminina. Insignificância feminina, na verdade. E a cada novo filme que eu via, isso ia se confirmando e o incômodo aumentando.

A maioria dos filmes conta histórias de homens. Eles se aventuram pelo mundo, fazem descobertas, matam roubam, etc.... São protagonistas, tem sua história e sua vida. Claro que existem mulheres nesses filmes sobre homens, mas elas estão lá apenas pra dar aquela forcinha para o personagem dele. Estão lá para o filme não virar um monólogo ou só ter conversa masculina.

Aí você me diz: mas existem tantos filmes com personagens principais que são mulheres. Pois é, mas a maioria é comédia romântica e nesse tipo de filme, o homem novamente acaba sendo o centro do filme, já que pra ser feliz, a mulher precisa encontrar um homem (segundo o que prega o patriarcado). Não lembro de comédia romântica que fale sobre amor de lésbicas. E chego a seguinte constatação: vivemos num mundo falocêntrico.

É, falocêntrico! E não, não estou surtando ou com problemas na minha vida sexual. Fui reler alguns textos que tratam sobre isso e que anteriormente eu havia achado 'exagerados', mas agora fazem muito sentido.

Para espanto de alguns, eu não fui a primeira a me irritar com os filmes feitos por homens, sobre homens e para homens. Em meados da década de 80, Allison Bechdel percebeu que poucos eram os filmes que tinham personagens femininas relevantes. Criou então o Bechdel Test que é composto de 3 itens sobre o que um filme precisa ter:

1. Pelo menos duas mulheres com nomes.
2. Que conversam entre si.
3. Sobre coisas que não sejam um homem.

Básico, né?! Mas muito filmes famosos não passam nessa lista, tais como Matrix, Corra Lola Corra, Hobbit, Django (tô de mal, Tarantino!), entre muitos outros. Importante observar que esse teste não avalia se o filme é feminista ou mesmo se é bom ou ruim. Ele apenas avalia o grau de importância das personagens femininas, ou seja: descarta filmes falocêntricos.

Beatrix Kiddo detonando tudo. (Kill Bill).

Durante esse tempo de reflexão, assisti a bons filmes, que passam no Bechdel Test:
Valente (animação), lindíssimo...é um filme feminista, com uma protagonista que quebra todos os estereótipos de mulher e principalmente de princesa. É lindo!
Jogos Vorazes, uma história muito boa, com a protagonista Katniss, uma adolescente destemida, que vence um reallity show mortal. Dizem que a história veio para não deixar desemparados os fãs de Crepúsculo, mas francamente, nem quero comparar Bela à Katniss. Bela é a passividade em pessoa e tem relação com tudo aquilo que eu falei anteriormente sobre falocentrismo.
Xena, a princesa guerreira. Uma série muito legal que narra as aventuras de Xena, uma guerreira que tenta redimir-se de seu passado violento ajudando as pessoas, Xena é acompanhada por Gabrielle, cuja história é contada paralelamente durante o seriado. Estou assistindo novamente esse seriado, é muito bacana!
Kill Bill. Filme lindo de morrer! Uma protagonista loira, bonita, inteligente, que luta muito e sai matando todo mundo que ferrou a vida dela. Por mim, esse filme ganha mil estrelinhas e o Tarantino ganha um beijo.
Viúva Negra dos Vingadores. Eu acompanhei pouca coisa dos quadrinhos, mas assisti o filme e gostei muito. Pena ela ser a única do time (Avengers) que não tem um filme solo. Maldade hein, Marvel?!

Se você conhece outros filmes que passam no teste Bechdel ou, melhor ainda, que tem protagonistas femininas que fogem à receita falocêntrica, escreva um comentário me passando esses nomes, please. A casa agradece!

 Katniss Everdeen, sobrevivendo na floresta. (Jogos Vorazes).





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