sábado, 29 de maio de 2010

Dicionário do Catarinense

Foto da Ponte de Ferro, Blumenau.

Para quem pensa que só paulista, mineiro, baiano, carioca e gaúcho têm dicionário próprio, vem aí o Dicionário Real do Catarinense:

Abobado - Metido a besta

Bobiça - Coisa sem importância

Caxão pro Bili - Expressão que indica que algo deu errado

Coça - Surra

Dá-de-dedo - Tomar satisfação

Demonho- Xingamento (tipo Ô DEMONIO!)

Dérreal - Dez reais

Deu? -O mesmo que ' tá pronto?' ' acabou? '

Dipé - O mesmo que 'a pé' (cheguei a pé)

Éééééégua - Interjeição de espanto (coisa de joinvilense)

Embaciado - Vidro sujo

Esganado - Egoísta

Galega - Loira

Guria - Moça

Inticar - Provocar

Isbordar - transbordar.

Judiaria - Maus tratos

Meti a boca- Falei um monte de palavrões.

Meu Canário - mudança na palavra, para não ficar chulo

Pantâno - pântano....(é, a maioria das pessoas daqui fala (acentuando) o 2º "a"....)

Paranho - Aquelas teias de aranha que ficam no canto das paredes

Pau de virá tripa - Pessoa magrela e alta

Que palha - Que fiasco, que nada a ver

Ranho - Catarro

Reinando - Estar bravo

Se afinou/rachou o bico - riu "exageradamente"...

Tacá-lo pau- Ir bem depressa

Tanço - Pessoa pouco inteligente

Tô apurado - Com vontade de ir ao banheiro

Todavida reto - Siga sempre em frente

Visse? - Entendeu?

Zica - bicicleta


E tem o famoso:
"Queis, queis; não queis diz!".....que equivale a "decida logo o que você quer!"



É isso, galera....compartilhando com vocês um pouco da minha "terrinha"....rsrs...
Beijos no coração.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sobre mim...

Olá queridos!
Vou na onda da Tempestade e vou contar a vocês 6 coisitas sobre mim...

1. Odeio falsidade e mentiras. Ou seja; valorizo a sinceridade.

2. Amo meus gatos.

3. Acho muito importante ser independente e manter as minhas particularidades.

4. Adoro verão, sol, praia, sorvete, chocolate branco e doritos.

5. Sempre demonstro ser forte, mas no fundo sou insegura...e adoro um colinho....

6. Me sinto um pouco triste por não estar tão presente por aqui e nos blogs de vocês...mas é por uma boa causa...


É isso, galera...
Tenham uma ótima semana!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A vingança do cliente.

Toca o telefone da casa...

- Alô.
- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?
- Pois não, pode ser comigo mesmo.
- Quem fala, por favor?
- Edson.
- Sr. Edson, aqui é da Telefônica, estamos ligando para oferecer a promoção da Telefônica uma linha adicional, onde o Sr. tem direito...
- Desculpe interromper, mas quem está falando?
- Aqui é Rosicleide Judite, da Telefônica, e estamos ligando....
- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?
- Bem, pode.
- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.
- 10331.
- Você trabalha em que área, na Telefônica?
- Telemarketing Pro Ativo.
- Você tem número de matrí­cula na Telefônica?
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.
- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da Telefônica. São normas de nossa casa.
- Mas posso garantir...
- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a Telefônica.
- Ok.... Minha matrícula é 34591212.

- Só um momento enquanto verifico.
(Dois minutos depois)
- Só mais um momento.
(Cinco minutos depois)
- Senhor?
- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.
- Mas senhor...

- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?
- Aqui é da Telefônica, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?
- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.
- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.


(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:

- Obrigado por ter aguardado... . pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou. .
- 10331.
- Com quem estou falando, por favor?
- Rosicleide
- Rosicleide de que?
- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).
- Qual sua identificação na empresa?
- 34591212 (mais irritada agora!)..
- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?
- Aqui é da Telefônica, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma linha adicional. A senhora está interessada?
- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, pode anotar o protocolo por favor.....alô , alô!

TUTUTUTUTU.. .


- Desligou.... nossa que moça impaciente!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Eu acredito em fadas!

  Eu conhecia por alto a história de Peter Pan; porém dia desses peguei o dvd e fui ver com meu sobrinho de 8 anos.
  Posso dizer que adorei o filme, pois além de tratar sobre o faz de conta, aborda dois temas interessantes:  deixar de ser criança e acreditar/ter fé.

  Sobre deixar de ser criança, eu penso que não é preciso, pois acredito que sempre vamos ter nosso lado "infantil".
  O que me faz pensar, são aquelas pessoas que não querem amadurecer, assumir responsabilidades...ou ainda, aquelas que se acomodam em uma situação, um lugar ou ainda em um relacionamento.
É como se dissessem: "aqui é perfeito, não me interessa o que se passa lá fora. Porque vou trocar algo que conheço e gosto por algo desconhecido, que pode não ser bom?"
  Aí temos o outro lado do Peter Pan (que fala com seus lindos olhos, brilhando): "viver seria uma aventura incrível!!!"
Sim, ele quer ser criança para sempre...mas gosta de aventuras...e sonha imaginando como seria viver, amar, envelhecer...
  A vida sempre foi um paradoxo...e ainda temos o acreditar...

  Por acreditar em fadas, Peter Pan pode voar, fazer o que quiser...ele vive em um mundo mágico, a Terra do Nunca.
  E aqui eu quero falar sobre o auge do filme (sob o meu ponto de vista)...a parte em que a fada de Peter Pan, Sininho toma o veneno que era para ele...ela cai, sua luz vai se apagando, sua pele vai ficando gelada e desmaia....Ele fica desesperado, chora...de repente começa a falar: "eu acredito em fadas. Acredito, acredito, eu acredito em fadas!"
  E de repente, todas as pessoas do mundo estão repentindo isso...Assim a Sininho sobrevive/ressucita.
  Foi nessa parte do filme que eu "desaguei" de tanto chorar...
  Me fez lembrar de acreditar em sonhos, em pessoas, em mim e principalmente no amor...
  De nunca desistir e sim perseverar, mesmo quando tudo parece perdido, sem vida...

  Enfim, o filme é realmente mágico e me fez pensar...na minha vida, sonhos, "crenças"...
   Recomendo a todos, adultos e crianças, que como eu,
Acreditam em fadas!!!


__________♥♥__________

Sobre o post passado, quero fazer uma observação: eu sou feliz, independente de qualquer situação ou pessoa...quando falo em final feliz, falo pensando nas histórias de amor que existem e que todos esperam finais felizes....Eu sempre digo: que seja infinito enquanto dure.....assim como dizia Vinícius....já a felicidade, essa está dentro de mim....sempre!

domingo, 9 de maio de 2010

Começo, fim, separação....

"Acho que é assim mesmo: no final a gente volta a pensar no começo...."
 Lembro de ter ouvido essa frase em um filme e acho que é verdade...
Alguns meses após a separação e agora dando entrada nos documentos para legalizar a situação, por vezes fico lembrando de como tudo aconteceu...De como eu era há 4 anos atrás e como sou agora...
 ...porque sou praticamente outra pessoa...era uma menina que acreditava em príncipes e agora cresci, amadureci...sou uma mulher...
 Lembrando da relação, propriamente dita...no início era tudo muito lindo, aquele arrepio na pele quando o encontrava...o aperto no peito quando tinha que se despedir...e assim foi...fomos morar junto e tudo era perfeito.....sim, essa era a palavra que eu usava para descrever a nossa relação...Nos casamos.
 Mais tarde fui descobrir que perfeito não existe....
Traição...sim, dele...aquilo doeu demais, mas eu o amava, então disse que o perdoava e assim continuamos juntos....Porém descobri que perdoar não é assim tão fácil...
 Mas cada vez que eu o olhava, lembrava do ocorrido e me perguntava: porquê? E assim o tempo foi passando...e quando brigávamos, eu sempre "cutucava" a ferida...a confiança foi embora e o amor aos poucos também....
 E eu só desejava fazer com que ele sentisse aquela dor que eu sentia...
A relação foi de certa forma esfriando, o respeito e a cumplicidade se perderam...E já não era mais perfeito...
 Conheci uma pessoa....saí com ela....depois outra...
Aí decidi me separar...depois, marcamos de conversar e abrimos o jogo, contamos tudo....em uma semana tínhamos voltado, jurando amor eterno...
 Durou alguns meses...e então percebi que não dava mais....
 Não me sinto culpada e nem o culpo pelo que aconteceu....
Esse relacionamento valeu a pena...porque aprendi muito, amadureci muito....(na verdade muitas coisas eu entendo/concordo só na teoria....rsrs....mas enfim...)
 Aprendi que não se pode confiar cegamente em um pessoa, que sem respeito e confiança não existe amor...e que é melhor ficar sozinho do que estar infeliz ao lado de alguém...
Aprendi que não sou dona de ninguém, que ninguém é perfeito e que nada dura para sempre....


Bem, essa é parte da minha história...e não tem final feliz, porque é so uma parte...muitas coisas virão....
Creio ser este o meu post mais pessoal e sincero....mas queria mesmo compartilhar isso com vocês....porque foi justamente para isso que fiz este blog: escrever o que sinto/ penso...

Um bom domingo!

sábado, 1 de maio de 2010

Diário de um cão.

1ª semana:
- Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!

1º mês:
- Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!

2 meses:
- Hoje me separaram de minha mamãe. Ela estava muito inquieta e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova "família humana " cuide tão bem de mim como ela o fez.

4 meses:
- Cresci rápido; tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como "irmãozinhos". Somos muito brincalhões, eles me puxam o rabo e eu os mordo de brincadeira.

5 meses:
- Hoje me deram uma bronca. Minha dona se incomodou porque fiz "pipi" dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para agüentar.

8 meses:
- Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido... Acho que a minha família humana me ama e me consente muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, me excedo, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correto tudo o que faço.!

12 meses:
- Hoje completo um ano. Sou um cão adulto. Meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam.Que orgulho devem ter de mim!!

13 meses:
- Hoje me acorrentaram e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra. Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está acontecendo.

15 meses:
- Já nada é igual... Moro na varanda. Sinto-me muito só. Minha família já não me quer! Às vezes esquecem que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho teto que me abrigue...

16 meses:
- Hoje me desceram da varanda. Estou certo de que minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. Meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear em sua companhia!
 Nos direcionamos para a rodovia e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. "Ouçam, Esperem!" lati... se esqueceram de mim... Corri atrás do carro com todas as minhas forcas. Minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido.

17 meses:
- Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu lhes agradeço com o meu olhar, desde o fundo de minh'alma. Eu gostaria que me adotassem: seria leal como ninguém!
Mas somente dizem: "pobre cãozinho, deve ter se perdido."

18 meses:
- Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus "irmãozinhos". Aproximei-me e um grupo deles, rindo, me jogou uma chuva de pedras "para ver quem tinha melhor pontaria". Uma dessas pedras feriu-me o olho e desde então, não enxergo com ele.

19 meses:
- Parece mentira Quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas me mostram a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.

20 meses:
- Quase não posso mover-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um me jogou! Eu estava no lugar seguro chamado "calçada", mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que
até se vangloriou por acertar-me. Quisera que tivesse matado! Mas só me deslocou as cadeiras! A dor e terrível!
Minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho..

Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal; fiquei num lugar úmido e parece que até o meu pelo esta caindo...

Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: "não chegue perto". Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. "Pobre cãozinho, olha como te deixaram", dizia... junto com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio". É melhor que pare de sofrer".

A gentil dama, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque tive que nascer se ninguém me queria...

___________♥♥♥____________

Acho que não preciso dizer mais nada...fica aqui meu repúdio àquelas pessoas que vêem os animais de estimação como "objetos descartáveis".
E os meus parabéns aqueles que amam a natureza e cuidam dos animais.

Ótimo final de semana!

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