quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Era um sonho dantesco...



"Neste poema, 'O Navio Negreiro' o poeta evocava os sofrimentos dos negros na travessia da África para o Brasil. Sabe-se que eles vinham amontoados no porão e só subiam ao convés uma vez ao dia para o exercício higiênico, a dança forçada sob o chicote dos capatazes." (Fonte)
* Este poema eu declamei em uma aula de história, na 8ª série. Não declamei ele todo, fiz uma sinopse....(o original é beem longo).


Enfim, trouxe este poema para compartilhar com vocês, manifestando a minha revolta à nos seres humanos, que tantas e tantas vezes nos sentimos superiores a outros seres humanos. Às vezes é pela cor, outras pela religião, outras pela condição social e ainda pelo (ter ou não, mais ou menos) conhecimento.
Porque o outro é diferente, nos sentimos no direito de esnobar, ferir, maltratar, matar... e com que direito fazemos isso? Porque nos achamos melhor que os outros????
Não haverá paz enquanto houver essa necessidade de ser superior. Isso começa em casa, você se achando mais esperto ou melhor que seu parente, no trabalho, na rua....na vida, no mundo....
Será que um dia aprenderemos a nos olhar como iguais, como irmãos? *

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Levando legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Vivendo a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...

Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Adaptado de Castro Alves.
Veja o poema na íntegra aqui
O poema a seguir, foi escrito pelo poeta brasileiro Castro Alves, em 1869.

4 comentários:

  1. Não esqueça de passar no Carinhos,Selos&Meme's e pegar o selo do coração de ouro, viu mocinha...rsrs

    Beijos no teu coração!!

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  2. Oi,
    Katy,
    Passei por aqui para ver as novidades show de bola este post é de arrepiar... Amei a sua visitinha no meu blog as bananinhas com farinha pularam de alegria com o seu comentário. Obrigadoooo!!!
    bjos no coração e fica com Deus.

    ResponderExcluir
  3. Oi,
    Katy,
    Esqueci de dizer tô te seguindo..
    bjos

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  4. NANNY, ai querida....estou toda feliz...já peguei o selo e tbm postei! Obrigada! Beijos.

    JOSY, as vezes precisamos ler (e escrever) coisas assim mais pesadas, ams que nos fazem refletir sobre nossa postura e visão de mudno...Beijo.
    ♥♥
    Meninas, obrigada pela visita.
    Beijinhos.

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Um pouco de você... "se abra", se entregue...sou toda ouvidos e olhos, a seu dispor!

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